Como calculamos
Todos os números vêm de fontes oficiais e públicas. Preservamos os registros originais e, a partir deles, apresentamos cálculos, comparações, estimativas e indicadores, com a metodologia explicada nesta página. Como os dados são declarados pelos próprios governos, podem conter erros ou ser retificados depois.
Como ler o site
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Passe o mouse ou toque no símbolo ⓘ para ver o que cada palavra técnica quer dizer, com exemplos.
As cores
situação boa pede atenção problema
“Até agora no ano”
Os governos enviam relatórios a cada dois meses. Os números vão de janeiro até o último relatório, por isso parecem menores no começo do ano.
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Toque em “Seguir” numa cidade, estado ou político. No Meu painel você compara e vê o que mudou. Fica salvo no seu navegador, sem cadastro.
Fontes
- Siconfi — Tesouro Nacional
Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO, a cada 2 meses) e Relatório de Gestão Fiscal (RGF, a cada 4 ou 6 meses), declarados por cada governo.
- Portal da Transparência (CGU)
Repasses mensais da União a estados e municípios e emendas parlamentares.
- TSE — dados abertos
Candidatos eleitos em 2022, 2024 e 2026: prefeitos, vereadores, governadores, deputados estaduais e presidente.
- Câmara dos Deputados
Deputados federais em exercício hoje, incluindo suplentes que assumiram.
- Senado Federal
Senadores em exercício hoje.
- IBGE
Contornos dos estados e municípios usados no mapa.
Glossário
Os mesmos textos que aparecem nos balões ⓘ do site, em ordem alfabética.
- Alerta, prudencial e limite
- Três marcas da Lei de Responsabilidade Fiscal: em 90% do limite o Tribunal de Contas emite um alerta; em 95% (prudencial) o governo não pode dar aumento nem contratar; acima de 100% precisa cortar gastos.
- Arrecadado
- Todo o dinheiro que entrou nos cofres de janeiro até o último relatório: impostos, repasses de outros governos, empréstimos e outras receitas.
- Arrecadado na campanha
- Todo o dinheiro recebido pela campanha, segundo a prestação de contas ao TSE. Inclui doações de pessoas, recursos do próprio candidato e dinheiro público dos fundos eleitoral e partidário.
- Arrecadômetro
- Estimativa ao vivo dos impostos cobrados desde 1º de janeiro. Usamos o ritmo médio por segundo do último relatório oficial e projetamos até agora. O valor exato só é conhecido no próximo relatório.
- Caixa livre
- O que sobrou no fim do ano do dinheiro sem destino obrigatório, depois de descontar as contas deixadas para pagar. É a folga real para pagar salários e fornecedores. Se for negativo, o governo deve mais do que tem.
- Caixa livre por habitante
- O caixa livre dividido pelo número de moradores. Permite comparar cidades grandes e pequenas. Abaixo de zero, o governo terminou o ano devendo mais do que tinha.
- CFEM (royalties da mineração)
- Compensação paga pelas mineradoras pela exploração de minérios. A maior parte vai para o município onde fica a mina.
- Cota parlamentar
- Verba pública que reembolsa despesas do mandato: passagens, aluguel de escritório, combustível, divulgação, alimentação. Cada gasto tem nota fiscal publicada pela Câmara ou pelo Senado.
- Depende de repasses?
- Quanto da receita vem de impostos cobrados pelo próprio governo. Muitas cidades pequenas arrecadam menos de 10% por conta própria e vivem de repasses da União e do estado.
- Dinheiro em caixa
- Todo o saldo em contas bancárias e aplicações. Inclui dinheiro que só pode ser usado em áreas específicas (saúde, educação, convênios, previdência), então não está todo livre.
- Dívida consolidada
- Dívidas de longo prazo: empréstimos com bancos, parcelamentos (por exemplo, com o INSS) e precatórios (condenações na Justiça que o governo precisa pagar).
- Dívida líquida
- A dívida consolidada menos o dinheiro em caixa. A lei limita a 200% da receita corrente líquida para estados e 120% para municípios.
- Educação (% do gasto)
- Parte do gasto do ano que foi para a educação. A Constituição obriga estados e municípios a aplicar pelo menos 25% dos impostos e transferências em educação — conta um pouco diferente desta.
- Emendas parlamentares
- Parte do orçamento federal que deputados e senadores indicam para cidades e estados de sua escolha, geralmente para obras, saúde e equipamentos.
- Empenhado
- Dinheiro reservado para um contrato ou compra. Ainda não quer dizer que o serviço foi feito nem que alguém foi pago.
- Exemplo: A prefeitura contrata uma reforma de escola: o valor do contrato é empenhado.
- Empenhado e pago (emendas)
- “Empenhado” é o valor reservado para a emenda; “pago” é o que de fato já saiu do governo federal. É comum o pagamento demorar meses ou anos.
- Entregue e não pago
- Diferença entre o que já foi entregue (liquidado) e o que foi pago. Uma parte é normal, porque contas vencem no mês seguinte. Quando passa de 12%, costuma indicar atraso com fornecedores ou salários.
- FPM e FPE
- Fundos de Participação dos Municípios e dos Estados: parte do Imposto de Renda e do IPI que a União divide obrigatoriamente com prefeituras e estados.
- Fundos públicos
- O Fundo Eleitoral e o Fundo Partidário são pagos com dinheiro de impostos e distribuídos pelos partidos aos candidatos.
- Gasto com pessoal
- Salários, encargos e aposentadorias pagos pelo Poder Executivo, como porcentagem da receita corrente líquida. A Lei de Responsabilidade Fiscal limita a 54% nas prefeituras e 49% nos governos estaduais.
- Exemplo: Ao passar de 95% do limite (o limite prudencial), o governo fica proibido de dar aumentos e contratar.
- Gasto por área
- Despesas já entregues (liquidadas) em cada área de governo, como saúde, educação e administração. A barra clara mostra o orçado para o ano inteiro.
- Investimentos
- Gasto com obras, compra de equipamentos e imóveis: o que fica para a cidade depois. Não inclui salários nem manutenção.
- Liquidado (serviço entregue)
- O serviço foi feito ou o salário já é devido. O governo reconhece que precisa pagar.
- Exemplo: A reforma da escola terminou e foi conferida: a despesa foi liquidada.
- Orçado
- Quanto o orçamento autoriza gastar em cada área no ano inteiro. Como o ano ainda não acabou, é normal o gasto estar abaixo do orçado.
- Pago
- O dinheiro de fato saiu do caixa e chegou a quem tinha a receber (servidor, fornecedor, empresa).
- Participação em votações
- Em quantas votações nominais do plenário o parlamentar registrou voto, desde que começou o mandato. Faltas justificadas (missão oficial, licença médica) também aparecem como ausência.
- Patrimônio declarado
- Soma dos bens que o próprio candidato informou ao TSE ao registrar a candidatura. Imóveis costumam ser declarados pelo valor de compra, abaixo do valor de mercado.
- Posição no estado
- Comparação com os outros municípios do mesmo estado (ou com os outros estados) que já enviaram relatório, considerando só este indicador e o período informado. 1º é a melhor situação neste número; não é uma avaliação geral do governo.
- Previsto no orçamento
- Quanto o governo esperava arrecadar no ano inteiro, segundo a lei do orçamento aprovada pela Câmara ou Assembleia.
- Receita corrente líquida (RCL)
- A receita “do dia a dia” dos últimos 12 meses, sem empréstimos e sem repasses obrigatórios a outros governos. É a régua que a Lei de Responsabilidade Fiscal usa para limitar gastos com pessoal e dívida.
- Receita por habitante
- Quanto o governo arrecada por morador em um ano (projetamos os meses que faltam). Ajuda a comparar o tamanho do orçamento entre cidades.
- Receita própria
- Impostos e taxas que o próprio governo cobra. Nas prefeituras: IPTU, ISS, ITBI e taxas. Nos estados: ICMS, IPVA e ITCMD. Quanto maior, menos o governo depende de repasses.
- Relatório bimestral
- A cada dois meses, todo governo é obrigado a enviar ao Tesouro Nacional o Relatório Resumido da Execução Orçamentária. Os números aqui são de janeiro até o fim do último bimestre enviado.
- Repasses
- Dinheiro que vem de outros governos: da União (como o FPM e o FPE) e, para as prefeituras, a parte do ICMS e do IPVA que o estado divide. Também entram o Fundeb e verbas do SUS.
- Repasses da União
- Transferências do governo federal registradas no Portal da Transparência: obrigatórias por lei (FPM, FPE, Fundeb, royalties) e para programas de saúde, educação e assistência.
- Saúde (% do gasto)
- Parte do gasto do ano que foi para a saúde. A Constituição obriga as prefeituras a aplicar pelo menos 15% dos impostos e transferências em saúde (e os estados, 12%) — conta um pouco diferente desta.
Indicadores do mapa
- Caixa livre por habitante
- Dinheiro sem destinação obrigatória que sobrou no fim do último ano, já descontadas as contas a pagar, dividido pelos moradores. Negativo significa que o governo deve mais do que tem em caixa livre.
- Serviços entregues e não pagos
- Parte das despesas já entregues (liquidadas) no ano que ainda não foi paga a fornecedores e servidores. Valores altos indicam atraso de pagamentos.
- Gasto com pessoal (% da receita)
- Quanto da receita corrente líquida vai para salários, encargos e aposentadorias. A Lei de Responsabilidade Fiscal limita a 54% nas prefeituras e 49% nos governos estaduais.
- Receita própria (% do total)
- Quanto da receita vem de impostos e taxas cobrados pelo próprio ente (IPTU, ISS, ICMS...). O resto depende de repasses de outros governos.
- Receita por habitante (ano)
- Receita arrecadada no ano até agora, projetada para 12 meses, dividida pela população.
- Saúde (% do gasto)
- Parte do gasto do ano que foi para a saúde.
- Educação (% do gasto)
- Parte do gasto do ano que foi para a educação.
Arrecadômetro
Pegamos o total de impostos e taxas cobrados pelo próprio ente até o último relatório, calculamos o ritmo médio por segundo e projetamos até agora. É uma estimativa: o valor real só é conhecido quando o próximo relatório for enviado. Repasses de outros governos (como FPM, cota do ICMS ou royalties) não entram nessa conta.
Como interpretar
Indicadores negativos, posições em rankings e situações de dificuldade fiscal não comprovam, sozinhos, irregularidade ou ilícito. Cada ranking considera um único indicador, no período informado, e não avalia a gestão como um todo. As contas de um governo também não são responsabilidade pessoal, por inteiro, de quem o comanda: há despesas obrigatórias, orçamento aprovado pelo Legislativo e órgãos com autonomia.
Dados pessoais
Patrimônio declarado e financiamento de campanha são divulgados pela Justiça Eleitoral e têm interesse público. Mesmo assim, mostramos só o necessário para a fiscalização: o tipo e o valor de cada bem. Das descrições, retiramos endereços, CEP, números de agência e conta, CPF, placa, Renavam, chassi e matrícula de imóveis. Dos doadores, mostramos nome, tipo de doação e valor, sem CPF.
Para onde vai o seu imposto
Dividimos o gasto efetivo (liquidado) de cada área pelo gasto total do ano até o último relatório e mostramos o resultado em reais de cada R$ 100. O "típico" é a mediana dessa fatia entre as cidades da mesma faixa de população (ou entre os estados), com relatório do mesmo ano: metade gasta uma fatia maior e metade, menor. As áreas seguem a classificação por função de governo que o Tesouro usa; um mesmo serviço pode ser classificado de forma diferente em cada lugar (a coleta de lixo, por exemplo, pode aparecer em Urbanismo, Saneamento ou Meio ambiente).
Ano a ano
Usamos a Declaração de Contas Anuais (DCA) que cada governo envia ao Tesouro depois que o ano fecha, desde 2017. Os valores em reais são corrigidos pelo IPCA (IBGE) até o fim de 2025, para que um real de 2017 possa ser comparado com um de hoje; as fatias (percentuais) não precisam de correção. A arrecadação não inclui receitas intraorçamentárias e já desconta o que sai por obrigação (como a parte do Fundeb). Os mandatos seguem quem foi eleito, segundo o TSE.