Como calculamos

Todos os números vêm de fontes oficiais e públicas. Preservamos os registros originais e, a partir deles, apresentamos cálculos, comparações, estimativas e indicadores, com a metodologia explicada nesta página. Como os dados são declarados pelos próprios governos, podem conter erros ou ser retificados depois.

Como ler o site

Fontes

Glossário

Os mesmos textos que aparecem nos balões ⓘ do site, em ordem alfabética.

Alerta, prudencial e limite
Três marcas da Lei de Responsabilidade Fiscal: em 90% do limite o Tribunal de Contas emite um alerta; em 95% (prudencial) o governo não pode dar aumento nem contratar; acima de 100% precisa cortar gastos.
Arrecadado
Todo o dinheiro que entrou nos cofres de janeiro até o último relatório: impostos, repasses de outros governos, empréstimos e outras receitas.
Arrecadado na campanha
Todo o dinheiro recebido pela campanha, segundo a prestação de contas ao TSE. Inclui doações de pessoas, recursos do próprio candidato e dinheiro público dos fundos eleitoral e partidário.
Arrecadômetro
Estimativa ao vivo dos impostos cobrados desde 1º de janeiro. Usamos o ritmo médio por segundo do último relatório oficial e projetamos até agora. O valor exato só é conhecido no próximo relatório.
Caixa livre
O que sobrou no fim do ano do dinheiro sem destino obrigatório, depois de descontar as contas deixadas para pagar. É a folga real para pagar salários e fornecedores. Se for negativo, o governo deve mais do que tem.
Caixa livre por habitante
O caixa livre dividido pelo número de moradores. Permite comparar cidades grandes e pequenas. Abaixo de zero, o governo terminou o ano devendo mais do que tinha.
CFEM (royalties da mineração)
Compensação paga pelas mineradoras pela exploração de minérios. A maior parte vai para o município onde fica a mina.
Cota parlamentar
Verba pública que reembolsa despesas do mandato: passagens, aluguel de escritório, combustível, divulgação, alimentação. Cada gasto tem nota fiscal publicada pela Câmara ou pelo Senado.
Depende de repasses?
Quanto da receita vem de impostos cobrados pelo próprio governo. Muitas cidades pequenas arrecadam menos de 10% por conta própria e vivem de repasses da União e do estado.
Dinheiro em caixa
Todo o saldo em contas bancárias e aplicações. Inclui dinheiro que só pode ser usado em áreas específicas (saúde, educação, convênios, previdência), então não está todo livre.
Dívida consolidada
Dívidas de longo prazo: empréstimos com bancos, parcelamentos (por exemplo, com o INSS) e precatórios (condenações na Justiça que o governo precisa pagar).
Dívida líquida
A dívida consolidada menos o dinheiro em caixa. A lei limita a 200% da receita corrente líquida para estados e 120% para municípios.
Educação (% do gasto)
Parte do gasto do ano que foi para a educação. A Constituição obriga estados e municípios a aplicar pelo menos 25% dos impostos e transferências em educação — conta um pouco diferente desta.
Emendas parlamentares
Parte do orçamento federal que deputados e senadores indicam para cidades e estados de sua escolha, geralmente para obras, saúde e equipamentos.
Empenhado
Dinheiro reservado para um contrato ou compra. Ainda não quer dizer que o serviço foi feito nem que alguém foi pago.
Exemplo: A prefeitura contrata uma reforma de escola: o valor do contrato é empenhado.
Empenhado e pago (emendas)
“Empenhado” é o valor reservado para a emenda; “pago” é o que de fato já saiu do governo federal. É comum o pagamento demorar meses ou anos.
Entregue e não pago
Diferença entre o que já foi entregue (liquidado) e o que foi pago. Uma parte é normal, porque contas vencem no mês seguinte. Quando passa de 12%, costuma indicar atraso com fornecedores ou salários.
FPM e FPE
Fundos de Participação dos Municípios e dos Estados: parte do Imposto de Renda e do IPI que a União divide obrigatoriamente com prefeituras e estados.
Fundos públicos
O Fundo Eleitoral e o Fundo Partidário são pagos com dinheiro de impostos e distribuídos pelos partidos aos candidatos.
Gasto com pessoal
Salários, encargos e aposentadorias pagos pelo Poder Executivo, como porcentagem da receita corrente líquida. A Lei de Responsabilidade Fiscal limita a 54% nas prefeituras e 49% nos governos estaduais.
Exemplo: Ao passar de 95% do limite (o limite prudencial), o governo fica proibido de dar aumentos e contratar.
Gasto por área
Despesas já entregues (liquidadas) em cada área de governo, como saúde, educação e administração. A barra clara mostra o orçado para o ano inteiro.
Investimentos
Gasto com obras, compra de equipamentos e imóveis: o que fica para a cidade depois. Não inclui salários nem manutenção.
Liquidado (serviço entregue)
O serviço foi feito ou o salário já é devido. O governo reconhece que precisa pagar.
Exemplo: A reforma da escola terminou e foi conferida: a despesa foi liquidada.
Orçado
Quanto o orçamento autoriza gastar em cada área no ano inteiro. Como o ano ainda não acabou, é normal o gasto estar abaixo do orçado.
Pago
O dinheiro de fato saiu do caixa e chegou a quem tinha a receber (servidor, fornecedor, empresa).
Participação em votações
Em quantas votações nominais do plenário o parlamentar registrou voto, desde que começou o mandato. Faltas justificadas (missão oficial, licença médica) também aparecem como ausência.
Patrimônio declarado
Soma dos bens que o próprio candidato informou ao TSE ao registrar a candidatura. Imóveis costumam ser declarados pelo valor de compra, abaixo do valor de mercado.
Posição no estado
Comparação com os outros municípios do mesmo estado (ou com os outros estados) que já enviaram relatório, considerando só este indicador e o período informado. 1º é a melhor situação neste número; não é uma avaliação geral do governo.
Previsto no orçamento
Quanto o governo esperava arrecadar no ano inteiro, segundo a lei do orçamento aprovada pela Câmara ou Assembleia.
Receita corrente líquida (RCL)
A receita “do dia a dia” dos últimos 12 meses, sem empréstimos e sem repasses obrigatórios a outros governos. É a régua que a Lei de Responsabilidade Fiscal usa para limitar gastos com pessoal e dívida.
Receita por habitante
Quanto o governo arrecada por morador em um ano (projetamos os meses que faltam). Ajuda a comparar o tamanho do orçamento entre cidades.
Receita própria
Impostos e taxas que o próprio governo cobra. Nas prefeituras: IPTU, ISS, ITBI e taxas. Nos estados: ICMS, IPVA e ITCMD. Quanto maior, menos o governo depende de repasses.
Relatório bimestral
A cada dois meses, todo governo é obrigado a enviar ao Tesouro Nacional o Relatório Resumido da Execução Orçamentária. Os números aqui são de janeiro até o fim do último bimestre enviado.
Repasses
Dinheiro que vem de outros governos: da União (como o FPM e o FPE) e, para as prefeituras, a parte do ICMS e do IPVA que o estado divide. Também entram o Fundeb e verbas do SUS.
Repasses da União
Transferências do governo federal registradas no Portal da Transparência: obrigatórias por lei (FPM, FPE, Fundeb, royalties) e para programas de saúde, educação e assistência.
Saúde (% do gasto)
Parte do gasto do ano que foi para a saúde. A Constituição obriga as prefeituras a aplicar pelo menos 15% dos impostos e transferências em saúde (e os estados, 12%) — conta um pouco diferente desta.

Indicadores do mapa

Caixa livre por habitante
Dinheiro sem destinação obrigatória que sobrou no fim do último ano, já descontadas as contas a pagar, dividido pelos moradores. Negativo significa que o governo deve mais do que tem em caixa livre.
Serviços entregues e não pagos
Parte das despesas já entregues (liquidadas) no ano que ainda não foi paga a fornecedores e servidores. Valores altos indicam atraso de pagamentos.
Gasto com pessoal (% da receita)
Quanto da receita corrente líquida vai para salários, encargos e aposentadorias. A Lei de Responsabilidade Fiscal limita a 54% nas prefeituras e 49% nos governos estaduais.
Receita própria (% do total)
Quanto da receita vem de impostos e taxas cobrados pelo próprio ente (IPTU, ISS, ICMS...). O resto depende de repasses de outros governos.
Receita por habitante (ano)
Receita arrecadada no ano até agora, projetada para 12 meses, dividida pela população.
Saúde (% do gasto)
Parte do gasto do ano que foi para a saúde.
Educação (% do gasto)
Parte do gasto do ano que foi para a educação.

Arrecadômetro

Pegamos o total de impostos e taxas cobrados pelo próprio ente até o último relatório, calculamos o ritmo médio por segundo e projetamos até agora. É uma estimativa: o valor real só é conhecido quando o próximo relatório for enviado. Repasses de outros governos (como FPM, cota do ICMS ou royalties) não entram nessa conta.

Como interpretar

Indicadores negativos, posições em rankings e situações de dificuldade fiscal não comprovam, sozinhos, irregularidade ou ilícito. Cada ranking considera um único indicador, no período informado, e não avalia a gestão como um todo. As contas de um governo também não são responsabilidade pessoal, por inteiro, de quem o comanda: há despesas obrigatórias, orçamento aprovado pelo Legislativo e órgãos com autonomia.

Dados pessoais

Patrimônio declarado e financiamento de campanha são divulgados pela Justiça Eleitoral e têm interesse público. Mesmo assim, mostramos só o necessário para a fiscalização: o tipo e o valor de cada bem. Das descrições, retiramos endereços, CEP, números de agência e conta, CPF, placa, Renavam, chassi e matrícula de imóveis. Dos doadores, mostramos nome, tipo de doação e valor, sem CPF.

Para onde vai o seu imposto

Dividimos o gasto efetivo (liquidado) de cada área pelo gasto total do ano até o último relatório e mostramos o resultado em reais de cada R$ 100. O "típico" é a mediana dessa fatia entre as cidades da mesma faixa de população (ou entre os estados), com relatório do mesmo ano: metade gasta uma fatia maior e metade, menor. As áreas seguem a classificação por função de governo que o Tesouro usa; um mesmo serviço pode ser classificado de forma diferente em cada lugar (a coleta de lixo, por exemplo, pode aparecer em Urbanismo, Saneamento ou Meio ambiente).

Ano a ano

Usamos a Declaração de Contas Anuais (DCA) que cada governo envia ao Tesouro depois que o ano fecha, desde 2017. Os valores em reais são corrigidos pelo IPCA (IBGE) até o fim de 2025, para que um real de 2017 possa ser comparado com um de hoje; as fatias (percentuais) não precisam de correção. A arrecadação não inclui receitas intraorçamentárias e já desconta o que sai por obrigação (como a parte do Fundeb). Os mandatos seguem quem foi eleito, segundo o TSE.